Um povo estranho por excelência (Part 3)

Eu bem tento entender, mas há limites até para a compreensão de certos aspectos da vida dos norte-americanos!
Fiquei escandalizada com aquela notícia do rapaz de 12 anos que matou a madrasta, onde isto vai parar? Por mais controverso e polémico que possa ser, o miúdo vai ser julgado como uma pessoa adulta. Eu acho muito bem, porque se ele teve cabeça para fazer uma atrocidade daquelas, então também tem cabeça para ser julgado dessa forma, porque um miúdo que entra no quarto com a madrasta a dormir, com uma manta enrolada à arma (provavelmente para não fazer tanto barulho), dispara, sai de casa para ir para a escola como se nada fosse e ainda deita fora o cartucho para não ser apanhado, é porque já sabia muito bem o que iria fazer!
Mas quem temos de censurar afinal? O miúdo, o pai (que foi quem lhe ofereceu a arma no natal) ou a própria lei dos Estados Unidos? É um pouco difícil decifrar de quem é a “culpa”, pois num país em que há uma lei que diz: “só se pode fumar e beber a partir dos 21 anos; podes tirar a carta a partir dos 16; e podes ter uma arma de fogo (embora especifica para crianças) a partir dos 10 anos e também ter instrução de tiro acompanhado por um adulto”!
Que raio é isto? O que é que um pai diz a um filho? Ele chega bêbado a casa com 15 anos, por exemplo, e o pai diz:
“Então filho andas a apanhar bebedeiras? Isso não é de homem! Se quiseres eu dou-te uma arma para ires matar os teus colegas, mas apanhar bebedeiras é que não!”
Por amor de Deus, e eu a pensar que só em Portugal havia leis estapafúrdias!

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