Crise de Valores
Desengane-se quem pense que a única crise que atravessamos neste momento é a crise financeira, infelizmente existem outras para além desta, com um cariz mais social e educacional. Falo então da crise de valores que se instalou na nossa sociedade e parece não querer arredar pé. É verdade, porém, que parte desta crise se tenha agravado com a chegada da crise financeira, mas penso que a primeira é mais antiga e, também, mais difícil de solucionar devido à sua maior complexidade.
Quantas vezes nós ouvimos, nos telejornais, notícias sobre violência física e psicológica contra idosos, muitas das vezes por parte dos próprios filhos. Muitos deles são obrigados a viver em lares, quando nem sequer precisam pois estão de perfeita saúde física e mental; outros vivem em lares degradantes e com condições precárias pois os filhos não querem ter despesas com lares com melhores condições, apesar de a pensão dos seus idosos chegar para o efeito, até porque infelizmente ainda há os casos em que a família se apodera dessas mesmas pensões, aproveitando-se da debilidade mental dos pais para, provavelmente, assinar papéis.
Não posso deixar de referir também os casos de violência física, que acontecem dentro das quatro paredes de casa, quando ainda os filhos moram com os pais; muitos destes pais não têm coragem de denunciar os seus próprios filhos, exactamente por essa razão, são filhos. Mas até que ponto isto é uma razão plausível? Até que ponto sobrevive um amor, mesmo que seja de pai para filho, perante tamanha atrocidade?
Peço desculpa, mas a minha educação não me permite compreender como alguém é capaz de tratar assim um pai ou uma mãe depois de todos os sacrifícios que, certamente, estes fizeram para bem-estar dos seus filhos, quando eu nem sequer um animal consigo tratar mal, nem a mais insignificante galinha que tão bem me sabe quando já está no prato.
Há pouco referi que parte desta crise de valores se agravou devido à crise financeira, afirmei isto pois, tristemente, muitos reformados e pensionistas são abandonados pela família mais próxima quando mais precisam de ajuda, porque o dinheiro que ganham não chega para a sua subsistência e têm de se dirigir aos bancos alimentares ou a outras instituições para pedir ajuda. Ora digam-me se não é triste uma pessoa, que tem família viva e de boa saúde e que até tem meios, ter de se socorrer de instituições porque essa mesma família quando é necessário “não existe”.
Eu paro para pensar e pergunto-me, será que esta gente hedionda não tem medo que os seus filhos façam o mesmo? Conheço um caso em que o filho se virou contra o pai e chegou mesmo a agredi-lo, e porquê? Porque passou a infância toda a ver o pai a fazer o mesmo à avó! E eu vou ter pena? Não! Apenas tenho pena do filho, por ter tido uma educação tão pobre em valores e princípios.
Que sociedade é esta que vivemos hoje? Por um lado aterroriza-me porque não sei onde isto irá parar, porque nem sei onde isto começou; mas por outro, tendo em conta que vivemos num país em que até dentro do Governo existe uma Crise de Valores, porque é só mentiras atrás de mentiras, não me surpreende.
Quantas vezes nós ouvimos, nos telejornais, notícias sobre violência física e psicológica contra idosos, muitas das vezes por parte dos próprios filhos. Muitos deles são obrigados a viver em lares, quando nem sequer precisam pois estão de perfeita saúde física e mental; outros vivem em lares degradantes e com condições precárias pois os filhos não querem ter despesas com lares com melhores condições, apesar de a pensão dos seus idosos chegar para o efeito, até porque infelizmente ainda há os casos em que a família se apodera dessas mesmas pensões, aproveitando-se da debilidade mental dos pais para, provavelmente, assinar papéis.
Não posso deixar de referir também os casos de violência física, que acontecem dentro das quatro paredes de casa, quando ainda os filhos moram com os pais; muitos destes pais não têm coragem de denunciar os seus próprios filhos, exactamente por essa razão, são filhos. Mas até que ponto isto é uma razão plausível? Até que ponto sobrevive um amor, mesmo que seja de pai para filho, perante tamanha atrocidade?
Peço desculpa, mas a minha educação não me permite compreender como alguém é capaz de tratar assim um pai ou uma mãe depois de todos os sacrifícios que, certamente, estes fizeram para bem-estar dos seus filhos, quando eu nem sequer um animal consigo tratar mal, nem a mais insignificante galinha que tão bem me sabe quando já está no prato.
Há pouco referi que parte desta crise de valores se agravou devido à crise financeira, afirmei isto pois, tristemente, muitos reformados e pensionistas são abandonados pela família mais próxima quando mais precisam de ajuda, porque o dinheiro que ganham não chega para a sua subsistência e têm de se dirigir aos bancos alimentares ou a outras instituições para pedir ajuda. Ora digam-me se não é triste uma pessoa, que tem família viva e de boa saúde e que até tem meios, ter de se socorrer de instituições porque essa mesma família quando é necessário “não existe”.
Eu paro para pensar e pergunto-me, será que esta gente hedionda não tem medo que os seus filhos façam o mesmo? Conheço um caso em que o filho se virou contra o pai e chegou mesmo a agredi-lo, e porquê? Porque passou a infância toda a ver o pai a fazer o mesmo à avó! E eu vou ter pena? Não! Apenas tenho pena do filho, por ter tido uma educação tão pobre em valores e princípios.
Que sociedade é esta que vivemos hoje? Por um lado aterroriza-me porque não sei onde isto irá parar, porque nem sei onde isto começou; mas por outro, tendo em conta que vivemos num país em que até dentro do Governo existe uma Crise de Valores, porque é só mentiras atrás de mentiras, não me surpreende.
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