Bullying: Uma História que vai muito para além dos portões da escola
Bullying.. A nova "doença" do século XXI. Perdoem-me por me referir a este fenómeno desta forma, mas é o que sinto. Os miúdos sempre gozaram uns com os outros, todos nós tivemos essa fase parva, não há como negar: qualquer coisa servia de motivo para chacota, por mais insignificante que fosse. Também gozaram comigo, no entanto, não sinto que tenha sido vítima de bullying: não fiquei traumatizada, não senti vontade de morrer, não sinto rancor das pessoas (ainda hoje falo com elas se for preciso). A diferença, penso, é que na altura nós não éramos maus, não queríamos realmente fazer mal aos outros... éramos, pura e simplesmente, parvos.
Hoje em dia, esta gozação chamada de Bullying toma proporções completamente descabidas e, pior que isso, não acaba nos portões de uma escola, nem é feita apenas por miúdos.
Muitas vezes navegar na Internet faz-me não querer viver mais neste mundo, faz-me sentir vergonha desta sociedade mesquinha e completamente vazia de conteúdo. Basta uma hora a ler comentários no Facebook para uma pessoa se sentir um autêntico lixo: se for magra, é uma pessoa doente que está quase a morrer; se for gorda, é nojenta e é o "deus me livre"; se for uma figura pública, é uma/um idiota qualquer sem talento que subiu na vida na horizontal; se é gay, é um mau exemplo e uma aberração; e a lista continua infinitamente. Quem diz Facebook, diz qualquer outra rede social.
Os pais que repreendem os filhos por gozarem com os colegas, são os mesmos a fazerem este tipo de comentários pejorativos. Provavelmente, os pais que dão a cara por campanhas contra o bullying são os mesmos que passam a vida no Facebook ou no Youtube a comentar as publicações de cantores [ou noticias sobre eles] chamando-lhes todo um catálogo de nomes [feios] e que não são um bom exemplo para os seus filhos. São os mesmos que comentam notícias sobre doenças como, por exemplo, a obesidade com palavras extremamente insultuosas. E logo a seguir, são os mesmos pais que deixam os filhos terem contas nas redes sociais através das quais têm acesso a esses mesmos comentários.
É verdade que vivemos numa democracia e que toda a gente é livre de expressar a sua opinião. No entanto, numa sociedade praticamente gerida por redes sociais, até que ponto a nossa opinião é valida para que a possamos expor a este nível? Poderá insultar alguém publicamente sequer ser considerado uma opinião?
Como é que esses pais vão ensinar os filhos a não serem cruéis se fazem pior do que eles, escondidos por trás de um monitor? Queremos que eles sejam bons, mas não damos bons exemplos.
A internet está impregnada de pessoas [adultas] a praticar bullying diariamente e isso, muito mais do que miúdos a gozarem uns com os outros na escola, é assustador.
Hoje em dia, esta gozação chamada de Bullying toma proporções completamente descabidas e, pior que isso, não acaba nos portões de uma escola, nem é feita apenas por miúdos.
Muitas vezes navegar na Internet faz-me não querer viver mais neste mundo, faz-me sentir vergonha desta sociedade mesquinha e completamente vazia de conteúdo. Basta uma hora a ler comentários no Facebook para uma pessoa se sentir um autêntico lixo: se for magra, é uma pessoa doente que está quase a morrer; se for gorda, é nojenta e é o "deus me livre"; se for uma figura pública, é uma/um idiota qualquer sem talento que subiu na vida na horizontal; se é gay, é um mau exemplo e uma aberração; e a lista continua infinitamente. Quem diz Facebook, diz qualquer outra rede social.
Os pais que repreendem os filhos por gozarem com os colegas, são os mesmos a fazerem este tipo de comentários pejorativos. Provavelmente, os pais que dão a cara por campanhas contra o bullying são os mesmos que passam a vida no Facebook ou no Youtube a comentar as publicações de cantores [ou noticias sobre eles] chamando-lhes todo um catálogo de nomes [feios] e que não são um bom exemplo para os seus filhos. São os mesmos que comentam notícias sobre doenças como, por exemplo, a obesidade com palavras extremamente insultuosas. E logo a seguir, são os mesmos pais que deixam os filhos terem contas nas redes sociais através das quais têm acesso a esses mesmos comentários.
É verdade que vivemos numa democracia e que toda a gente é livre de expressar a sua opinião. No entanto, numa sociedade praticamente gerida por redes sociais, até que ponto a nossa opinião é valida para que a possamos expor a este nível? Poderá insultar alguém publicamente sequer ser considerado uma opinião?
Como é que esses pais vão ensinar os filhos a não serem cruéis se fazem pior do que eles, escondidos por trás de um monitor? Queremos que eles sejam bons, mas não damos bons exemplos.
A internet está impregnada de pessoas [adultas] a praticar bullying diariamente e isso, muito mais do que miúdos a gozarem uns com os outros na escola, é assustador.
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